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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Aulas de inglês afetivo para crianças disléxicas






Creio que os alunos disléxicos também aprendem línguas. Aprendem quando o método que pelo qual a língua é apresentada é apropriado à forma como eles melhor aprendem. As crianças aprendem melhor quando se movimentam, falam sobre si, desenham, criam, participam com o que melhor fazem. Cada criança têm suas características, sua história e suas habilidades que representam desafios pedagógicos para o educador envolvido em aulas de inglês para crianças.

O educador que trabalha afetivamente com uma criança consegue atuar melhor quando discute com o aluno formas de planejar, registrar e avaliar o estudo, tanto em seu conteúdo quanto em sua forma. Este diálogo e a construção desta parceria é fundamental para que possarmos ter um clima de transparência e confiança entre aluno e educador. Este clima fortalece o processo de aprendizagem  nos momentos de devolutiva e discussão sobre como ambos se sentem e como o progresso é sentido.

Trabalhar a auto-estima do aluno mostrando que ele também é capaz, de outra forma e em outro ritmo, é uma área que deve ser planejada, refletida e sistematizada para que o aluno consiga ter uma nova auto-imagem e dar se uma chance de aprender de forma desligada de experiências anteriores com um ensino não apropriado a suas necessidades.

Um trabalho junto a família para que esta valorize o processo, os esforços e reconheça os pequenos passos dados é também fundamental. Este educador deve ser um pesquisador curioso que estude a dislexia e que registre o processo pelo qual passa com este novo aluno, para que possa também organizar seus pensamentos e agir de uma forma consciente e reflexiva. Uma ação espontaneísta priva a criança de progredir.

Abaixo coloco algumas formas que tenho utilizado e que tiveram bons resultados nas aulas de inglês para crianças:

  • Utilize movimento entre atividades curtas.
  • Faça projetos de interesse do aluno.
  • Mostre seus objetos pessoais, suas fotos, fale de você.
  • Desenvolva projetos de artes que tenham produtos.
  • Valorize e incorpore atividades nas quais o aluno tem sucesso.
  • Tenha momentos de relaxamento e descontração no inicio e no fim de aulas.
  • Faça revisões freqüentes, de formas diferentes.
  • Trabalhe o conteúdo de diversas formas
  • Utilize diferentes cores e associe figuras a palavras
  • Use músicas e ritmos
  • Escreva com giz grande e use massinha
  • Use o computador e jogos para fixação

A criança com dislexia aprende e trabalhar com ela é um desafio. Converse com outros profissionais para a troca de experiências e apoio mútuo. Boa sorte!

Juan


Para mais informações sugiro entrar em contato com a Associação Brasileira de Dislexia. 

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Video com depoimentos de pais

Compartilho com vocês o video que fizemos reunindo a opinião de vários pais de alunos da escola. Confira a nossa forma de dar aulas de inglês para crianças!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Convidada especial em nosso Curso de Formação Continuada!



Quando um educador passa em nosso processo seletivo inicial, este passa por um intenso curso de formação específica sobre a nossa metodologia: aprende recursos para contar histórias e recursos de comunicação, formas diferentes e pedagogicamente direcionadas para utilizar materiais – desde brinquedos até os livros, entra em contato com teóricos da educação e linguagem da (como J. Piaget, L. Vigotski e S. Krashen); descobre que ensino afetivo não é ensino permissivo, mas aquele que considera a história de vida e sentimentos do aluno para programar e orientar as aulas, além de aprender sobre como funcionam os processos internos da escola – reuniões individuais e grupais, como elaborar os documentos pedagógicos, o que faz parte da cultura escolar e o que se espera de um educador Juan Uribe.

Além dessa formação específica inicial, temos também as formações continuadas: momentos em que contamos com outros tipos de saberes e refletimos sobre a nossa prática e como torná-la cada vez mais eficiente e prazerosa.

Nesse mês, tivemos a presença da especialíssima educadora Claudete. Claudete leciona há mais de 25 anos na rede pública de ensino e veio conversar conosco sobre as diferenças entre a educação privada e pública, veio contar como ela lida e encaminha as questões cotidianas de seus alunos e como faz para acompanhar e alfabetizar 30 alunos por sala que não possuem sequer materiais escolares próprios.

Muitos educadores se emocionaram e saíram energizados de nosso encontro. Além de dicas da Claudete quanto ao manejo das aulas e de situações difíceis - como as de conflito entre alunos ou dificuldades de aprendizagem - saímos também com o sentimento de que não importa o local, a proposta pedagógica ou o perfil sócio-economico-cultural do aluno, todos nós educadores temos o dever de formar, agir e interagir com a realidade a nossa volta.

A despeito das diferenças, descobrimos em nossa conversa que temos muito mais em comum do que imaginávamos: a vocação em investir na formação de cidadãos conscientes de suas responsabilidades, a assertividade em planejar e avaliar nossas ações pedagógicas e o prazer em trabalhar com a esperança de construir um mundo melhor.

Heidi Cristina Martins França de Oliveira
Diretora Pedagógica