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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Observando o faz de conta das crianças







                                                                                O brincar não é um descanso do aprender.
                                                                                  É a forma pela qual as crianças aprendem.


Imagino que você certamente já parou para ver as crianças brincando de faz de conta. Se não o fez recentemente, reserve um tempo para isto. Nós, aqui na Juan Uribe Ensino Afetivo, o fazemos muito nas aulas de inglês para crianças. No faz de conta podemos ver o as novas experiências, suas dúvidas e conflitos, e a preparação para novos desafios. Fiz um artigo em 3 partes para vermos a brincadeira sobre três ângulos: o psico-social, o estrutural, e o cognitivo. Vamos lá!

As crianças brincam de faz de conta pelos seguintes motivos sociais e psicológicos:

1)   Imitam os adultos
2)   Experimentam papéis da vida real intensamente
3)   Refletem sobre experiências e relacionamentos
4)   Expressam necessidades urgentes
5)   Soltam impulsos socialmente não aceitáveis
6)   Trocam o papel que geralmente têm nas relações
7)   Revivem suas atitudes e se ajustam à realidade
8)   Tentam muitas soluções e resolvem problemas


O faz de conta também tem suas estruturas e regras implícitas, como podemos ver os diferentes tipos de interação que acontecem na brincadeira:

Definindo a situação: Vamos brincar de casa.
Alocando papéis: Eu vou ser o papai e você é o filho. 
Definindo o lugar: Aqui é a cozinha. 
Especificando do plano: Eu vou fazer o jantar e você espera aí. 
Definindo acessórios: Esta é a minha panela. 
Corrigindo processos e o script: O papai não cozinha desse jeito.
Dirigindo as ações do outro: É assim que a gente faz.
Lembrando de regras de contexto imaginário x real: Você não precisa fazer assim.
Finalização ou transição: Pronto, o jantar acabou.
Comentando sobre o clima interpessoal: A gente tá brincando, então nós somos amigos né?


Eu tive a oportunidade de observar estas interações com meu lindo sobrinho de 3 anos, o Leo, filho da Sosô, em uma temporada que passei na casa deles. Curioso, no meio de uma brincadeira fiz a última pergunta acima: a gente tá brincando, então somos amigos, né? Para a minha alegria e surpresa, ele parou de brincar, virou para mim e me disse: Me dá um abraço? Que tesouro de lembrança!


 O brincar de faz de conta é uma atividade holística muito intensa, que engloba os campos social, afetivo, físico, linguístico, intelectual, entre outros.  Aqui listo algumas das ações cognitivas que as crianças desenvolvem enquanto elas estão envolvidas na fantasia:

Descrevem    Comunicam    Identificam    Escutam    Combinam    Classificam

           Comparam   Criticam   Avaliam   Explicam   Definem   Colecionam   Escolhem 

Trocam    Perguntam      Organizam   Integram   Simplificam    Entendem    Penalizam 


Tudo isto em uma "simples" brincadeira de faz de conta! 


Importante é conhecer sobre a brincadeira para por meio dela poder ensinar. Pesquisamos, trocamos e somos muito curiosos sobre como ter sempre o brincar nas nossas aulas de inglês para crianças. Nada mais chato que alguém que quer brincar e acaba estragando a brincadeira. 


Como é bonita e fascinante esta forma saudável, nutritiva, criativa que nos constitui gente: o Brincar.  Vai com letra maiúscula sim. Em respeito!


Um grande abraço-sapo, 


Juan




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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Entendendo e nutrindo o brincar





                                     “Nós não paramos de brincar porque envelhecemos.
                                       Nós envelhecemos porque paramos de brincar.”                                                                                                           
                                                                          George Bernard Shaw


O brincar é o tipo de atividade que achamos que conhecemos, até que nos fazem as perguntas óbvias e temos que explicar e definir o que é a brincadeira. Mais dificil ainda é entender o que exatamente acontece na cabeça das crianças durante este processo lingüistico, cognitivo, social e afetivo que infelizmente tem perdido seu espaço na agenda das crianças modernas. Este tema nos fascina aqui na Juan Uribe, já que vivemos o brincar nas nossas aulas de inglês para crianças. 

O brincar é essencial para nutrir muitas das necessidades básicas do desenvolvimento infantil: aprender, socializar, sentir-se desafiado, criar, acalmar-se e focar, competir e cooperar, disfrutar de si mesmo e de outros, e finalmente se divertir. Quando estão brincando as crianças usam as mãos, a mente e o coração.

O brincar permite a criança conhecer-se melhor, aos outros e também ao seu ambiente. O brincar no presente está relacionado a experiências passadas e futuras, uma vez que as crianças constroem e exploram ativamente e criativamente modelos de mundo, especialmente quando repetem situaçoes muitas vezes para investigar e testar as próprias idéias sob diversas perspectivas.

O brincar acontece somente quando as crianças não se sentem ansiosas ou ameaçadas, e depois que elas estão familiarizadas e tenham explorado o objeto com o qual estão brincando. Durante a brincadeira as crianças não focam nos objetos em si, mas no que podem fazer com eles. As crianças não podem ser forçadas a brincar e também não precisam ser ensinadas a faze-lo.

O brincar também nutre o desenvolvimento das habilidades lingüísticas da crianças, uma vez que elas experimentam palavras, frases, e estruturas enquanto brincam para expressar seus pensamentos e idéias, para resolver problemas e para comunicar seus desejos. Uma vez que elas brincam de forma mais complexa, sua linguagem também é mais sofisticada. Por último, o brincar fornece aos adultos a possibilidade de compartir o mundo das crianças com as regras e o tempo das crianças.

Aqui tenho algumas dicas que escrevi e outras que eu adaptei da Action Alliance for Children (www. 4children.org) para nutrir o brincar com seus alunos e crianças:

Deixe a criançar aprofundar sua brincadeira em deixar materiais por periodos mais frequentes e mais longos. Desligue a televisão, pois esta distrai a criança e faz com que os ciclos de exploração sejam curtos e frequentemente interrompidos.

Forneça brinquedos que crianças possam usar de várias formas como blocos, papel e giz de cera, bonecos e animais de pelúcia, bolas, massinha. Quanto mais simples o brinquedo, mais complexa é a brincadeira. Modele a brincadeira e deixe que eles brinquem como quiserem.

Incentive as crianças a brincar com objetos simples como caixas, potes e panelas e também com folhas, gravetos e pedras. O brincar está no criar, no compartir idéias, e usar a imaginação. Brincar não tem a ver nos truques que um brinquedo faz sozinho.

Crie um ambiente onde as crianças se sintam seguras para tentar novas coisas e onde elas sintam que tem o apoio de adultos. Deixe que elas se movimentem e que façam barulho. Limitar a criança a espaços pequenos e pedir que brinquem em silêncio tolhem a liberdade e dificultam o desenvolvimento infantil.

Ao ver uma criança brincando um adulto pode  participar da brincadeira dando novas palavras, nomeando objetos, ou narrando o que eles estão fazendo. Um pai ou educador pode também alongar a brincadeira  (no caso de uma criança fingindo que uma cadeira é um carro)  perguntando “onde você está indo?” ou  “o que você está vendo pelo caminho?

Observe as atividades das crianças e note como pensam. Vendo que uma criança alinha dinosauros pelo tamanho mostra o seu entendimento de tamanhos e de colocar coisas em ordem. A criança pode também estar reproduzindo uma entrada da escola na qual ela vivenciou estar em uma fila.

Tire fotos e guarde alguns de seus brinquedos para criar memórias dessa época tão especial e presentear seus filhos quando eles forem adultos. Eu aprecio as fotos que foram tiradas com meus brinquedos e gostaria muito de ter alguns destes para compartir com meus filhos.

Um grande abraço-sapo,

Juan


Confira também: Observando o faz de conta das crianças.


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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Fortalecendo a auto-estima infantil por meio de estórias

Por Juan Uribe 


Nos dias de hoje em que as crianças ficam extremamente envolvidas pela televisão, internet e videogames, acredito que é de extrema importância resgatarmos comportamentos que fazem a diferença no desenvolvimento infantil. Um destes comportamentos é certamente a comunicação e o compartilhamento de vivências na família. Muitos pais se sentem culpados porque não podem estar durante todo o dia com suas crianças e dedicar-se da forma que gostariam. 


Uma forma poderosa de ter tempo de qualidade e de aproximar-se de sua criança é através de estórias. Quando contamos estórias nós podemos ver, pensar, questionar, entender e rir juntos. Como conseqüência nós desenvolvemos uma relação mais próxima com nossas crianças. Esta relação ajudará sua criança a sentir-se mais amada e capaz e ela desenvolverá uma auto-estima saudável.

Contar estórias é uma experiência. Mais do que estar envolvidos e interessados no conteúdo e como a estória vai terminar, contar estórias cria relacionamentos. Quando nos perguntam que estórias nos eram lidas e contadas quando éramos pequenos, muitos de nós não nos lembramos destas. O que certamente nos lembramos é o clima aconchegante de termos uma estória contada e do sentimento que nós éramos importantes para que alguém próximo dedica-se este tempo especial para estar junto a nós. Na formação da auto-estima, as crianças se valorizam da mesma forma que pessoas significativas as valorizam. Não é por acaso que Lewis Caroll chamou as estórias de presentes de amor.

Além dos benefícios afetivos as estórias trazem benefícios lingüísticos e cognitivos como: sensibilização da imaginação, expansão de vocabulário, desenvolvimento de pensamento crítico, gosto pela leitura e refino da escuta e da fala. Primeiro necessitamos gostar de estórias para começarmos a ler e não o contrário. Abaixo damos algumas dicas para você começar a contar estórias: 

Preparando uma estória: 
- escolha uma estória que você goste e escolhe um lugar calmo em que você se sinta confortável e que você sabe que vai poder dar atenção total a sua criança. Aproveite os momentos que você estaria perdendo como, por exemplo, esperando por um médico. Faça deste tempo qualidade. 
- sente-se em frente à criança e segure o livro aberto em seu colo. Desta forma será mais fácil para você ter contato visual com a criança. Se ele ou ela estiverem do seu lado, será muito difícil. O livro não deverá estar aberto no chão pelo mesmo motivo. 
- antes de mostrar o livro, comece uma conversa sobre o tema principal ou um tema secundário da estória. Quando você apresentar o livro, a criança já estará envolvida e pronta para que você comece a estória. Ex: Você já esteve em alguma situação em que precisou a ajuda de alguém? Você pode alinhar um ponto que quer dar atenção desta forma. 

Começando e terminando estórias: - se uma estória é um presente, é importante que seja bem apresentada. Digo que abrir e fechar com graça são o papel que envolve a estória. Eles dão ritmo ao inicio e final e trazem ainda mais mágica e mistério a estória. Aqui abaixo listo meus preferidos: 

Abrindo estórias:
No tempo dos sonhos....
Eu te contei, não te contei .....
Lá nos velhos tempos .....
Uma estória, uma estória. Deixe-a vir, deixe ir ...


Fechando estórias
Se eles viveram felizes, devemos você e eu.
E tudo foi como deveria ser
E depois disto eu não estava mais por perto
Esta é uma estória real, e se não é, deveria ser!

Contando estórias: 
- deixe a criança explorar a página por cinco segundos antes de perguntar algo. O primeiro comentário pode ser sobre algo que você não esperava e estes segundos de silêncio transmitem a idéia que você está junto com ela. 
- situe a estória no espaço e tempo. Assim ajudamos a criança a visualizar a estória. Enquanto estiver situando diga por exemplo: A muitos anos atrás, em um vilarejo escondido atrás de sete montanhas e sete rios moravam pessoas que gostavam de nadar a noite. 
- pergunte a criança o que ela acha que vai acontecer na seqüência. Peça para a criança contar como um personagem chegou até determinada situação. Isto ajuda a criança a ver as conseqüências de seus atos e como podem conseguir seus objetivos. 
- pergunte a criança o que ela faria se fosse o personagem. Isto ajuda a tomar diferentes perspectivas e a ter habilidades para solucionar problemas. Isto ajuda na independência. 
- analise juntamente uma determinada situação e como seria na vida real. Esta situação é possível ou não? Ajudamos as crianças a estimarem pesos, medidas e velocidades e a distinguir a fantasia da realidade. Pergunte se as atitudes tomadas são certas ou erradas e cheque as conseqüências ligadas a estas escolhas
- com crianças pequenas finja estar interagindo com o livro, abrindo portas, cortando cordas, ajudando os personagens a fazer coisas. E ótimo para as crianças pequenas e é pura diversão. Os pais compartilham o mundo de faz de conta. 

Vamos valorizar nossas crianças através de estórias. Comece hoje mesmo! 


Um grande abraço-sapo, 

Juan Uribe


Assista Sosô Uribe contando a história Gingerbread Man usando a nossa técnica de mescla de línguas, pela qual as crianças descobrem sozinhas o significado das palavras em um contexto envolvente.


Conheça também 100 formas de abrir e fechar histórias com graciosidade que utilizamos em nossas aulas de inglês para crianças em português e em inglês.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A Juan Uribe aparece no documentário The Learning English Video Project!



Em setembro de 2009 recebemos os cineastas ingleses Daniel Emmerson e Joel Carr que filmaram a série The Learning English Video Project, na qual visitaram sete países e documentaram como as pessoas ao redor do mundo aprendem o inglês. Nos diversos filmes eles escolhiam sempre um recorte e nestes entrevistaram adultos, imigrantes, alunos universitários e até funcionários de uma companhia aérea. No Brasil o enfoque foi dado nas crianças e nos adolescentes.

Estamos muito felizes e orgulhosos de termos sido escolhidos para participar neste projeto mundial. Caminhamos assim na nossa visão de ser um centro de referência no ensino afetivo de inglês para crianças!

Um abraço-sapo em todos!

Juan

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Juan foi aceito no mestrado na Universidade de Toronto!

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Queridas famílias,

É com muita alegria que compartilho com vocês que minha proposta de mestrado foi aceita e que serei em breve aluno do Master of Education no Ontario Institute for Studies in Education (OISE) da Universidade de Toronto. Estou muito entusiasmado em poder ter a oportunidade única de compartilhar, pesquisar e aprender com futuros colegas e renomados professores sobre como as crianças aprendem e como as emoções influenciam este fascinante processo.
A partir de agosto estarei em Toronto por dois anos de curso como um elo entre a Juan Uribe Ensino Afetivo e a OISE, que é um dos centros de ensino e pesquisa mais reconhecidos no mundo, e promoverei a troca de idéias e conceitos entre as pessoas das duas instituições com o objetivo de contribuir para a nossa visão, que é ser um centro de referência mundial no ensino afetivo de inglês para crianças.
Muitos podem se perguntar: mas como será a Juan Uribe Ensino Afetivo sem o próprio Juan Uribe? Fico feliz e orgulhoso em constatar e afirmar que a escola é hoje a sinergia de desejos, olhares, palavras e ações alinhadas de uma equipe empenhada. Gente que se realiza em desenvolver, discutir, criar e melhorar um ambiente pedagógico aconchegante, estimulante e significativo para se aprender e ensinar. 
Fico muito tranqüilo em saber que as diretoras Sosô e Heidi junto à coordenação com Marina, Mariana e Rafael continuarão a articular o funcionamento, crescimento e desenvolvimento da escola. Tenho muita segurança e confiança na competência dos profissionais que constituem a escola e sei que ela continuará afetiva, criativa e cheia de vida, mesmo sem a minha presença no cotidiano. Estarei  em contato freqüente com Sosô e Heidi e continuaremos com a supervisão pedagógica de Fátima Freire.
A escola surgiu a partir de um sonho de criança e ela me possibilita hoje realizar um sonho de adulto, que é o de ter a experiência de ser aluno em uma universidade de prestígio no exterior.

Agradeço a todos pelo apoio!
Um abraço-sapo,

Juan












quarta-feira, 3 de março de 2010

O Flea Market 15 anos está chegando!












Estamos muito felizes com os preparativos do Flea Market de 15 anos da escola. Neste dia especial recordaremos a nossa trajetória e receberemos com muito carinho gente que participou da nossa história.

Será um dia muito emocionante para todos nós!

data: sábado, 6 de março de 2010
horário: das 3 às 6 da tarde

Hugs,

Juan

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Convidada especial em nosso Curso de Formação Continuada!



Quando um educador passa em nosso processo seletivo inicial, este passa por um intenso curso de formação específica sobre a nossa metodologia: aprende recursos para contar histórias e recursos de comunicação, formas diferentes e pedagogicamente direcionadas para utilizar materiais – desde brinquedos até os livros, entra em contato com teóricos da educação e linguagem da (como J. Piaget, L. Vigotski e S. Krashen); descobre que ensino afetivo não é ensino permissivo, mas aquele que considera a história de vida e sentimentos do aluno para programar e orientar as aulas, além de aprender sobre como funcionam os processos internos da escola – reuniões individuais e grupais, como elaborar os documentos pedagógicos, o que faz parte da cultura escolar e o que se espera de um educador Juan Uribe.

Além dessa formação específica inicial, temos também as formações continuadas: momentos em que contamos com outros tipos de saberes e refletimos sobre a nossa prática e como torná-la cada vez mais eficiente e prazerosa.

Nesse mês, tivemos a presença da especialíssima educadora Claudete. Claudete leciona há mais de 25 anos na rede pública de ensino e veio conversar conosco sobre as diferenças entre a educação privada e pública, veio contar como ela lida e encaminha as questões cotidianas de seus alunos e como faz para acompanhar e alfabetizar 30 alunos por sala que não possuem sequer materiais escolares próprios.

Muitos educadores se emocionaram e saíram energizados de nosso encontro. Além de dicas da Claudete quanto ao manejo das aulas e de situações difíceis - como as de conflito entre alunos ou dificuldades de aprendizagem - saímos também com o sentimento de que não importa o local, a proposta pedagógica ou o perfil sócio-economico-cultural do aluno, todos nós educadores temos o dever de formar, agir e interagir com a realidade a nossa volta.

A despeito das diferenças, descobrimos em nossa conversa que temos muito mais em comum do que imaginávamos: a vocação em investir na formação de cidadãos conscientes de suas responsabilidades, a assertividade em planejar e avaliar nossas ações pedagógicas e o prazer em trabalhar com a esperança de construir um mundo melhor.

Heidi Cristina Martins França de Oliveira
Diretora Pedagógica

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Interagindo em inglês com sua criança

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É sempre com muita alegria que vemos nossos filhos crescendo e se desenvolvendo. Eles engatinham, falam, brincam, e provavelmente irão estudar, mais cedo ou mais tarde o inglês. Dominar o inglês, ou outra língua, representa maiores possibilidades de desenvolvimento pessoal, de conviver com outra cultura, e no futuro de conseguir melhores empregos. Tudo isto gera ansiedade nos pais, principalmente nos que não dominam a língua, que pode ser passada para as crianças. 

O desenvolvimento da criança pode ser afetado pela forma como os pais se relacionam com a criança e a língua. Acredito que pais podem conversar em inglês com seus filhos de uma forma produtiva e divertida. Coloco aqui dicas de interações que fortalecem o vínculo das crianças com a língua e com a família:

  1. Dê comandos simples em inglês. Assim a criança tem sucesso por meio da compreensão e da execução da ação.
Ex: call your mother please, throw me the ball, touch here, let’s go, get your cap.

  1. Faça perguntas simples, permitindo que a criança responda em português. Somente faça perguntas que você não saiba a resposta.
Ex: where’s your sister?, have you finished your homework? , are you ready?  

  1. Dê opções de resposta em perguntas, para que a criança escolha uma. Desta forma modelamos a resposta e ajudamos a criança a produzir em inglês.
Ex: Would you like water or juice? Are you ready or not yet? Is this good or more?

  1. Aproveite para também ensinar, em vez de testar, apresentando palavras por meio de gestos, contexto, ou apontando para que a criança descubra sozinha o significado da palavra. Use também cognatos, que são as palavras parecidas com o mesmo significado.
Ex: Get me the jar to put the juice. (apontando)  
       You have to squeeze. (fazendo o gesto)

  1. Ajude-as a produzir em inglês dando o começo de palavras quando elas não lembrarem. É importante que esta técnica seja utilizada somente quando a criança consegue completar com facilidade.
Ex: Criança: Vem aqui
       Pai:  Co...
       Criança: Come here

6.  Compartilhe suas músicas favoritas e que sejam fáceis de entender. Escute as músicas favoritas deles em inglês e as ajude com a letra. Cantem juntos!

Evite:

  • Fazer que você não entende português. Elas sabem que você entende.
  • Fazer perguntas que você já sabe a resposta.
       Como é verde em inglês? Eu me esqueci.
       What’s your name? / Do you like chocolate?
  • Perguntar algo que não faz sentido se fosse perguntado em português.        What’s this? - mostrando um livro. Mas está ok, se for uma peça de jogo, que você não tem idéia do que seja.
  • Conversar somente em inglês com sua criança. A afetividade é passada em nossa língua nativa. O inglês é para momentos de brincadeira juntos.

Desejo ótimas conversas em inglês com as crianças!

Um grande abraço-sapo, 

Juan

Confira também como ensinar inglês para sua criança afetivamente.


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