Mostrando postagens com marcador aulas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aulas. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Entendendo e nutrindo o brincar





                                     “Nós não paramos de brincar porque envelhecemos.
                                       Nós envelhecemos porque paramos de brincar.”                                                                                                           
                                                                          George Bernard Shaw


O brincar é o tipo de atividade que achamos que conhecemos, até que nos fazem as perguntas óbvias e temos que explicar e definir o que é a brincadeira. Mais dificil ainda é entender o que exatamente acontece na cabeça das crianças durante este processo lingüistico, cognitivo, social e afetivo que infelizmente tem perdido seu espaço na agenda das crianças modernas. Este tema nos fascina aqui na Juan Uribe, já que vivemos o brincar nas nossas aulas de inglês para crianças. 

O brincar é essencial para nutrir muitas das necessidades básicas do desenvolvimento infantil: aprender, socializar, sentir-se desafiado, criar, acalmar-se e focar, competir e cooperar, disfrutar de si mesmo e de outros, e finalmente se divertir. Quando estão brincando as crianças usam as mãos, a mente e o coração.

O brincar permite a criança conhecer-se melhor, aos outros e também ao seu ambiente. O brincar no presente está relacionado a experiências passadas e futuras, uma vez que as crianças constroem e exploram ativamente e criativamente modelos de mundo, especialmente quando repetem situaçoes muitas vezes para investigar e testar as próprias idéias sob diversas perspectivas.

O brincar acontece somente quando as crianças não se sentem ansiosas ou ameaçadas, e depois que elas estão familiarizadas e tenham explorado o objeto com o qual estão brincando. Durante a brincadeira as crianças não focam nos objetos em si, mas no que podem fazer com eles. As crianças não podem ser forçadas a brincar e também não precisam ser ensinadas a faze-lo.

O brincar também nutre o desenvolvimento das habilidades lingüísticas da crianças, uma vez que elas experimentam palavras, frases, e estruturas enquanto brincam para expressar seus pensamentos e idéias, para resolver problemas e para comunicar seus desejos. Uma vez que elas brincam de forma mais complexa, sua linguagem também é mais sofisticada. Por último, o brincar fornece aos adultos a possibilidade de compartir o mundo das crianças com as regras e o tempo das crianças.

Aqui tenho algumas dicas que escrevi e outras que eu adaptei da Action Alliance for Children (www. 4children.org) para nutrir o brincar com seus alunos e crianças:

Deixe a criançar aprofundar sua brincadeira em deixar materiais por periodos mais frequentes e mais longos. Desligue a televisão, pois esta distrai a criança e faz com que os ciclos de exploração sejam curtos e frequentemente interrompidos.

Forneça brinquedos que crianças possam usar de várias formas como blocos, papel e giz de cera, bonecos e animais de pelúcia, bolas, massinha. Quanto mais simples o brinquedo, mais complexa é a brincadeira. Modele a brincadeira e deixe que eles brinquem como quiserem.

Incentive as crianças a brincar com objetos simples como caixas, potes e panelas e também com folhas, gravetos e pedras. O brincar está no criar, no compartir idéias, e usar a imaginação. Brincar não tem a ver nos truques que um brinquedo faz sozinho.

Crie um ambiente onde as crianças se sintam seguras para tentar novas coisas e onde elas sintam que tem o apoio de adultos. Deixe que elas se movimentem e que façam barulho. Limitar a criança a espaços pequenos e pedir que brinquem em silêncio tolhem a liberdade e dificultam o desenvolvimento infantil.

Ao ver uma criança brincando um adulto pode  participar da brincadeira dando novas palavras, nomeando objetos, ou narrando o que eles estão fazendo. Um pai ou educador pode também alongar a brincadeira  (no caso de uma criança fingindo que uma cadeira é um carro)  perguntando “onde você está indo?” ou  “o que você está vendo pelo caminho?

Observe as atividades das crianças e note como pensam. Vendo que uma criança alinha dinosauros pelo tamanho mostra o seu entendimento de tamanhos e de colocar coisas em ordem. A criança pode também estar reproduzindo uma entrada da escola na qual ela vivenciou estar em uma fila.

Tire fotos e guarde alguns de seus brinquedos para criar memórias dessa época tão especial e presentear seus filhos quando eles forem adultos. Eu aprecio as fotos que foram tiradas com meus brinquedos e gostaria muito de ter alguns destes para compartir com meus filhos.

Um grande abraço-sapo,

Juan


Confira também: Observando o faz de conta das crianças.


Gostou? Compartilhe!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Aulas de inglês afetivo para crianças disléxicas






Creio que os alunos disléxicos também aprendem línguas. Aprendem quando o método que pelo qual a língua é apresentada é apropriado à forma como eles melhor aprendem. As crianças aprendem melhor quando se movimentam, falam sobre si, desenham, criam, participam com o que melhor fazem. Cada criança têm suas características, sua história e suas habilidades que representam desafios pedagógicos para o educador envolvido em aulas de inglês para crianças.

O educador que trabalha afetivamente com uma criança consegue atuar melhor quando discute com o aluno formas de planejar, registrar e avaliar o estudo, tanto em seu conteúdo quanto em sua forma. Este diálogo e a construção desta parceria é fundamental para que possarmos ter um clima de transparência e confiança entre aluno e educador. Este clima fortalece o processo de aprendizagem  nos momentos de devolutiva e discussão sobre como ambos se sentem e como o progresso é sentido.

Trabalhar a auto-estima do aluno mostrando que ele também é capaz, de outra forma e em outro ritmo, é uma área que deve ser planejada, refletida e sistematizada para que o aluno consiga ter uma nova auto-imagem e dar se uma chance de aprender de forma desligada de experiências anteriores com um ensino não apropriado a suas necessidades.

Um trabalho junto a família para que esta valorize o processo, os esforços e reconheça os pequenos passos dados é também fundamental. Este educador deve ser um pesquisador curioso que estude a dislexia e que registre o processo pelo qual passa com este novo aluno, para que possa também organizar seus pensamentos e agir de uma forma consciente e reflexiva. Uma ação espontaneísta priva a criança de progredir.

Abaixo coloco algumas formas que tenho utilizado e que tiveram bons resultados nas aulas de inglês para crianças:

  • Utilize movimento entre atividades curtas.
  • Faça projetos de interesse do aluno.
  • Mostre seus objetos pessoais, suas fotos, fale de você.
  • Desenvolva projetos de artes que tenham produtos.
  • Valorize e incorpore atividades nas quais o aluno tem sucesso.
  • Tenha momentos de relaxamento e descontração no inicio e no fim de aulas.
  • Faça revisões freqüentes, de formas diferentes.
  • Trabalhe o conteúdo de diversas formas
  • Utilize diferentes cores e associe figuras a palavras
  • Use músicas e ritmos
  • Escreva com giz grande e use massinha
  • Use o computador e jogos para fixação

A criança com dislexia aprende e trabalhar com ela é um desafio. Converse com outros profissionais para a troca de experiências e apoio mútuo. Boa sorte!

Juan


Para mais informações sugiro entrar em contato com a Associação Brasileira de Dislexia. 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Fortalecendo a auto-estima infantil por meio de estórias

Por Juan Uribe 


Nos dias de hoje em que as crianças ficam extremamente envolvidas pela televisão, internet e videogames, acredito que é de extrema importância resgatarmos comportamentos que fazem a diferença no desenvolvimento infantil. Um destes comportamentos é certamente a comunicação e o compartilhamento de vivências na família. Muitos pais se sentem culpados porque não podem estar durante todo o dia com suas crianças e dedicar-se da forma que gostariam. 


Uma forma poderosa de ter tempo de qualidade e de aproximar-se de sua criança é através de estórias. Quando contamos estórias nós podemos ver, pensar, questionar, entender e rir juntos. Como conseqüência nós desenvolvemos uma relação mais próxima com nossas crianças. Esta relação ajudará sua criança a sentir-se mais amada e capaz e ela desenvolverá uma auto-estima saudável.

Contar estórias é uma experiência. Mais do que estar envolvidos e interessados no conteúdo e como a estória vai terminar, contar estórias cria relacionamentos. Quando nos perguntam que estórias nos eram lidas e contadas quando éramos pequenos, muitos de nós não nos lembramos destas. O que certamente nos lembramos é o clima aconchegante de termos uma estória contada e do sentimento que nós éramos importantes para que alguém próximo dedica-se este tempo especial para estar junto a nós. Na formação da auto-estima, as crianças se valorizam da mesma forma que pessoas significativas as valorizam. Não é por acaso que Lewis Caroll chamou as estórias de presentes de amor.

Além dos benefícios afetivos as estórias trazem benefícios lingüísticos e cognitivos como: sensibilização da imaginação, expansão de vocabulário, desenvolvimento de pensamento crítico, gosto pela leitura e refino da escuta e da fala. Primeiro necessitamos gostar de estórias para começarmos a ler e não o contrário. Abaixo damos algumas dicas para você começar a contar estórias: 

Preparando uma estória: 
- escolha uma estória que você goste e escolhe um lugar calmo em que você se sinta confortável e que você sabe que vai poder dar atenção total a sua criança. Aproveite os momentos que você estaria perdendo como, por exemplo, esperando por um médico. Faça deste tempo qualidade. 
- sente-se em frente à criança e segure o livro aberto em seu colo. Desta forma será mais fácil para você ter contato visual com a criança. Se ele ou ela estiverem do seu lado, será muito difícil. O livro não deverá estar aberto no chão pelo mesmo motivo. 
- antes de mostrar o livro, comece uma conversa sobre o tema principal ou um tema secundário da estória. Quando você apresentar o livro, a criança já estará envolvida e pronta para que você comece a estória. Ex: Você já esteve em alguma situação em que precisou a ajuda de alguém? Você pode alinhar um ponto que quer dar atenção desta forma. 

Começando e terminando estórias: - se uma estória é um presente, é importante que seja bem apresentada. Digo que abrir e fechar com graça são o papel que envolve a estória. Eles dão ritmo ao inicio e final e trazem ainda mais mágica e mistério a estória. Aqui abaixo listo meus preferidos: 

Abrindo estórias:
No tempo dos sonhos....
Eu te contei, não te contei .....
Lá nos velhos tempos .....
Uma estória, uma estória. Deixe-a vir, deixe ir ...


Fechando estórias
Se eles viveram felizes, devemos você e eu.
E tudo foi como deveria ser
E depois disto eu não estava mais por perto
Esta é uma estória real, e se não é, deveria ser!

Contando estórias: 
- deixe a criança explorar a página por cinco segundos antes de perguntar algo. O primeiro comentário pode ser sobre algo que você não esperava e estes segundos de silêncio transmitem a idéia que você está junto com ela. 
- situe a estória no espaço e tempo. Assim ajudamos a criança a visualizar a estória. Enquanto estiver situando diga por exemplo: A muitos anos atrás, em um vilarejo escondido atrás de sete montanhas e sete rios moravam pessoas que gostavam de nadar a noite. 
- pergunte a criança o que ela acha que vai acontecer na seqüência. Peça para a criança contar como um personagem chegou até determinada situação. Isto ajuda a criança a ver as conseqüências de seus atos e como podem conseguir seus objetivos. 
- pergunte a criança o que ela faria se fosse o personagem. Isto ajuda a tomar diferentes perspectivas e a ter habilidades para solucionar problemas. Isto ajuda na independência. 
- analise juntamente uma determinada situação e como seria na vida real. Esta situação é possível ou não? Ajudamos as crianças a estimarem pesos, medidas e velocidades e a distinguir a fantasia da realidade. Pergunte se as atitudes tomadas são certas ou erradas e cheque as conseqüências ligadas a estas escolhas
- com crianças pequenas finja estar interagindo com o livro, abrindo portas, cortando cordas, ajudando os personagens a fazer coisas. E ótimo para as crianças pequenas e é pura diversão. Os pais compartilham o mundo de faz de conta. 

Vamos valorizar nossas crianças através de estórias. Comece hoje mesmo! 


Um grande abraço-sapo, 

Juan Uribe


Assista Sosô Uribe contando a história Gingerbread Man usando a nossa técnica de mescla de línguas, pela qual as crianças descobrem sozinhas o significado das palavras em um contexto envolvente.


Conheça também 100 formas de abrir e fechar histórias com graciosidade que utilizamos em nossas aulas de inglês para crianças em português e em inglês.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Juan foi aceito no mestrado na Universidade de Toronto!

-->
Queridas famílias,

É com muita alegria que compartilho com vocês que minha proposta de mestrado foi aceita e que serei em breve aluno do Master of Education no Ontario Institute for Studies in Education (OISE) da Universidade de Toronto. Estou muito entusiasmado em poder ter a oportunidade única de compartilhar, pesquisar e aprender com futuros colegas e renomados professores sobre como as crianças aprendem e como as emoções influenciam este fascinante processo.
A partir de agosto estarei em Toronto por dois anos de curso como um elo entre a Juan Uribe Ensino Afetivo e a OISE, que é um dos centros de ensino e pesquisa mais reconhecidos no mundo, e promoverei a troca de idéias e conceitos entre as pessoas das duas instituições com o objetivo de contribuir para a nossa visão, que é ser um centro de referência mundial no ensino afetivo de inglês para crianças.
Muitos podem se perguntar: mas como será a Juan Uribe Ensino Afetivo sem o próprio Juan Uribe? Fico feliz e orgulhoso em constatar e afirmar que a escola é hoje a sinergia de desejos, olhares, palavras e ações alinhadas de uma equipe empenhada. Gente que se realiza em desenvolver, discutir, criar e melhorar um ambiente pedagógico aconchegante, estimulante e significativo para se aprender e ensinar. 
Fico muito tranqüilo em saber que as diretoras Sosô e Heidi junto à coordenação com Marina, Mariana e Rafael continuarão a articular o funcionamento, crescimento e desenvolvimento da escola. Tenho muita segurança e confiança na competência dos profissionais que constituem a escola e sei que ela continuará afetiva, criativa e cheia de vida, mesmo sem a minha presença no cotidiano. Estarei  em contato freqüente com Sosô e Heidi e continuaremos com a supervisão pedagógica de Fátima Freire.
A escola surgiu a partir de um sonho de criança e ela me possibilita hoje realizar um sonho de adulto, que é o de ter a experiência de ser aluno em uma universidade de prestígio no exterior.

Agradeço a todos pelo apoio!
Um abraço-sapo,

Juan












quarta-feira, 12 de maio de 2010

Video com depoimentos de pais

Compartilho com vocês o video que fizemos reunindo a opinião de vários pais de alunos da escola. Confira a nossa forma de dar aulas de inglês para crianças!

quarta-feira, 3 de março de 2010

O Flea Market 15 anos está chegando!












Estamos muito felizes com os preparativos do Flea Market de 15 anos da escola. Neste dia especial recordaremos a nossa trajetória e receberemos com muito carinho gente que participou da nossa história.

Será um dia muito emocionante para todos nós!

data: sábado, 6 de março de 2010
horário: das 3 às 6 da tarde

Hugs,

Juan

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Convidada especial em nosso Curso de Formação Continuada!



Quando um educador passa em nosso processo seletivo inicial, este passa por um intenso curso de formação específica sobre a nossa metodologia: aprende recursos para contar histórias e recursos de comunicação, formas diferentes e pedagogicamente direcionadas para utilizar materiais – desde brinquedos até os livros, entra em contato com teóricos da educação e linguagem da (como J. Piaget, L. Vigotski e S. Krashen); descobre que ensino afetivo não é ensino permissivo, mas aquele que considera a história de vida e sentimentos do aluno para programar e orientar as aulas, além de aprender sobre como funcionam os processos internos da escola – reuniões individuais e grupais, como elaborar os documentos pedagógicos, o que faz parte da cultura escolar e o que se espera de um educador Juan Uribe.

Além dessa formação específica inicial, temos também as formações continuadas: momentos em que contamos com outros tipos de saberes e refletimos sobre a nossa prática e como torná-la cada vez mais eficiente e prazerosa.

Nesse mês, tivemos a presença da especialíssima educadora Claudete. Claudete leciona há mais de 25 anos na rede pública de ensino e veio conversar conosco sobre as diferenças entre a educação privada e pública, veio contar como ela lida e encaminha as questões cotidianas de seus alunos e como faz para acompanhar e alfabetizar 30 alunos por sala que não possuem sequer materiais escolares próprios.

Muitos educadores se emocionaram e saíram energizados de nosso encontro. Além de dicas da Claudete quanto ao manejo das aulas e de situações difíceis - como as de conflito entre alunos ou dificuldades de aprendizagem - saímos também com o sentimento de que não importa o local, a proposta pedagógica ou o perfil sócio-economico-cultural do aluno, todos nós educadores temos o dever de formar, agir e interagir com a realidade a nossa volta.

A despeito das diferenças, descobrimos em nossa conversa que temos muito mais em comum do que imaginávamos: a vocação em investir na formação de cidadãos conscientes de suas responsabilidades, a assertividade em planejar e avaliar nossas ações pedagógicas e o prazer em trabalhar com a esperança de construir um mundo melhor.

Heidi Cristina Martins França de Oliveira
Diretora Pedagógica